NA CRISE, TIRE O "S" E CRIE
Por Adilson Neves
Estou começando assim este ensaio com a certeza de que o mundo não pára de mudar. Então, nós temos que nos acostumar com flutuação cambial, incertezas do mercado, tensões entre Estados Unidos e Rússia, transformações tecnológicas, as crescentes preocupações ambientais, as novas mídias, enfim um cipoal de elementos novos a cada instante.
Nessas horas de turbulências mundiais e em todas as outras o que as organizações precisam repensar? Creio que é muito importante pensar o marketing estratégico, não deixando de lado os aspectos táticos voltados para os produtos, os serviços e as vendas. Creio que é um momento crucial para usar a inteligência competitiva, observando com muito cuidado as oportunidades e as ameaças emitidas pelo mercado. Lembro-me da letra da música: “... quem sabe faz a hora não espera acontecer...”.
Nesses tempos mais bicudos os empresários precisam lembrar de que os consumidores adquirem uma nova tendência. Passam a buscar produtos e serviços que ofereçam uma melhor relação custo/benefício, não olhando apenas preço ou qualidade. O chamado valor agregado passa a valer muito para os compradores.
Eu ouvi isso de um grande estudioso de mercado e escritor de livros, Philip Kotler, em recente evento na capital paulista, ao defender que as marcas precisam se fortalecer e atuar em sinergias estratégicas.
Sem copiar Kotler, mas aproveitando alguns pontos abordados por ele, vamos alinhar alguns pontos:
Novas mídias: O mundo está borbulhando de novos canais de comunicação e é preciso avaliar todos eles no seu mix, tais como web, blogs corporativos, os celulares. Enfim, onde há movimento há consumidores e, é claro, onde há mercado precisamos estar lá. Não podemos estar fechados a novas idéias e novos nichos.
As vendas: Esse é o ponto que qualquer empresário vai estar atento. Então, aqui cabe o velho conceito do relacionamento. Nesses tempos de mudanças é preciso conhecer a fundo os seus clientes e reforçar os atributos dos seus produtos ou serviços, através de abordagens mais interativas e inteligentes. E aqui cabe o investimentos em Treinamento & Desenvolvimento das suas equipes de vendas e de back-office. Tudo que puder ampliar as vendas é estratégico.
Alinhamento de equipes: Falar disso parece óbvio, mas desenvolver o entrosamento das equipes é fundamental. Praticar o alinhamento para gerar produtividade no seio da empresa, envolvendo estrategicamente vendas, marketing, finanças, produção, logística, administrativo. A palavra é integrar.
As tecnologias: Acompanhar o mercado também é estar alinhado com as novas tecnologias, principalmente na automação da força de vendas – PDA’s, notebooks. Celulares, telefonia – e os canais de interatividade oferecidos pelas mídias (televisão, rádio, jornal, internet).
Observação: Poucas são as empresas que dispõem de possibilidades de pesquisas científicas, principalmente as médias e pequenas. Mas, use a observação visitando os pontos de venda da concorrência, as feiras, a internet e os sites de pesquisas do Brasil (IBGE, por exemplo). Monte suas planilhas com informações dos sindicatos, das associações de classe. Não fique parado, movimente-se e procure encher a sua empresa de conhecimento. Tente captar os insights do mercado nas pequenas coisas, principalmente os comportamentos dos seus clientes.
Então, na crise é preciso criar e não temer. Afinal, mudanças não param mesmo de acontecer e conhecemos essa conversa desde criança.