Os cinco estágios do declínio
Por Adilson Neves
Estive lendo o livro do professor Jim Collins, da Univerdade de Stanford, nos Estados Unidos, numa publicação em que ele aborda diversas questões empresariais, mas chamou-me a atenção a questão que ele denomina de “os cinco estágios do declínio”.
Vamos pontuar um a um.
O excesso de confiança gerado pelo sucesso que normalmente transforma as empresas e seus executivos em arrogantes, pois passam a acreditar que o sucesso do passado é garantia de um futuro brilhante. Nem é preciso citar empresas que entraram nessa onda e quebraram. Percebe-se que o sucesso pode matar as corporações quando estas fecham-se em casulos de prepotência por acharem que suas iniciativas empresariais são infalíveis.
A busca indisciplinada pelo crescimento que acaba por ser uma conseqüência direta do primeiro ponto, pois as empresas cegas e entorpecidas pelo próprio sucesso optam por crescer a qualquer custo, deixando de lado os fundamentos que a levaram ao topo, principalmente a racionalização de investimentos.
A negação do risco é o terceiro ponto. Exatamente na hora em que os sinais de declínio aparecem, essas empresas ignoram culpando o mercado ou a concorrência, em vez de olharem para dentro de si e perceberem os erros e os porquês dos problemas que estão enfrentando.
A corrida pela salvação vem imediatamente depois da constatação de que o risco de quebra ou concordata é iminente.
Todos passam a perceber os problemas e a crise se agrava no interior da corporação. Neste estágio a busca por um novo investidor, um aporte de capital de algum fundo ou a contratação de um salvador a peso de ouro é a saída mais fácil encontrada pelos executivos.
A morte ou a irrelevância é o quinto ponto, pois quanto mais tempo a corporação permanece no quarto estágio mais difícil será a sua recuperação no mercado. Nesta ultima fase o seu vigor financeiro já se foi e os seus principais gestores já foram por decisão própria ou por demissão para cortar custos. O final é sempre o mesmo: fecham-se as portas ou alguém compra por preço de banana em feira.
Então, diante disso e com a estabilização da crise econômica, resta as organizações gerar foco e investir na cultura da perpetuação e da eficácia.
Tenho dito.