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Por que é tão difícil inovar?

Confesso que foi o gestor do IEL, Iomar Cunha dos Santos, em recente reunião estratégica sobre o tema, quem me fez avaliar esse assunto, ao preparar um conteúdo programático de um curso para sensibilizar a classe empresarial, principalmente das pequenas e medias empresas (PME`s), para a importância do tema.

Após estudar o assunto durante alguns dias, ler alguns autores e avaliar os conceitos, passo a compartilhar os três mais importantes aspectos da inovação: foco na missão da organização, estabelecimento de metas  e mensuração dos resultados.

Tenho andado por diversas organizações e me deparado com inúmeras que tem missão, visão e valores apenas no papel. Quando perguntamos acerca para os colaboradores, a maioria não sabe do que se trata ou tem uma vaga idéia, ou seja, nada esta no DNA das pessoas. Outras tem uma visão grandiosa demais para a realidade e não gera nenhuma credibilidade entre os colaboradores. Poderíamos ficar horas descrevendo erros, mas vamos a outro ponto.

Eu vejo visão como propósito e razão de existir da organização. Ela oferece orientação.Ela define a direção e não o destino. Ela precisa ser democrática na sua essência para gerar boa governabilidade, sem imposição ou autoritarismo.

As decisões, mesmo nos períodos de crise, não podem ser tomadas apenas em cima de números e estatísticas, mas levar em conta a continuidade da organização e dos valores que são defendidos.A visão vai guiar os colaboradores pelos valores inseridos nela, gerando comportamentos oriundos da essência contida na sua declaração.

O outro ponto é definir os resultados. Aparentemente é fácil, mas o grande erro dos gestores está em trabalhar as metas de curto prazo e esquecer-se dos propósitos da organização, ou seja, deixar de lado a visão que é a imagem do futuro que deve ser criado, no que se inserem os resultados pretendidos. A visão, portanto, nesse caso, não e um conceito abstrato, mas uma forma concreta de despertar a paixão e a perseverança nos colaboradores. A isso chamamos de disciplina da inovação, através da qual as pessoas passam a trabalhar não apenas pelos ganhos materiais, mas com o foco na visão de longo prazo. Aqui esta a equação mais difícil de resolver porque ela esta diretamente ligada ao comportamento das pessoas, enfim o maior patrimônio de qualquer organização. Então, temos aqui a fidelidade de propósito por parte das pessoas que geram perseverança, confiança, segurança e energia.

Para concluir, quero abordar a mensuração dos resultados, através da medição e da interpretação dos resultados. A medição é por si só voltada para os números, as estatísticas. A interpretação é o componente mais difícil porque vai exigir a compreensão, a presença física e a participação das pessoas.

A avaliação de resultados é a ferramenta que vai permitir deixar de lado o que não funciona e abrir a mente para as coisas novas, principalmente as novas tentativas de acertos. Com um ambiente franco, objetivo e responsável é a hora de dizer que algo não esta dando certo e precisa ser mudado. Questionar é a grande mola propulsora da inovação e temos de estar preparados para ouvir e participar com sinceridade desses momentos da verdade nas organizações. Aliás, questionar é uma palavra do verdadeiro líder.

Muito bem, como diz o professor Peter Drucker, guru de administração, após termos checado a visão, a missão e avaliado os resultados temos o conjunto essencial que forma a base da verdadeira liderança orientada para o futuro.

Portanto, dominar a disciplina da inovação requer um trabalho que envolva todas as pessoas, líder e liderados, requerendo paciência, dedicação, pratica constante, persistência e foco.

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