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Inovação como sobrevivência das empresas

Por Adilson Neves

Inovar é uma questão de sobrevivência das empresas.

Se isso é uma verdade no meio empresarial mundial, o colaborador que tem competências relacionadas com a inovação e a criatividade está mais valorizados no mercado.

Pois bem, uma pesquisa recente da Pricewaterhouse Coopers publicada no jornal Gazeta Mercantil revelou exatamente isso.

As empresas estão valorizando mais os funcionários éticos, criativos e inovadores porque eles conseguem enxergar soluções e gerar mais qualidade a produtos e serviços oferecidos, quando percebem oportunidades de geração de caixa com aplicações internas que geram produtividade e mais lucro.

Inovar é manter-se competitivo em um mercado dinâmico, especialmente se as soluções agregam valor ao negócio.

Então, o papel do líder do negócio deve ser o de incentivar que a criatividade tenha papel estratégico como habilidade indispensável, devendo ser cultivada tanto do ponto de vista pessoal como organizacional, especialmente, neste momento da história que é marcada fundamentalmente por mudanças.

A empresa deve preparar funcionários, gestores para essa realidade, capacitando-os e os potencializando no pensar criativo, fortalecendo, inclusive, uma liderança criativa.

Tais pessoas precisam estar comprometidas e envolvidas com o negócio da organização, ser autônomas, formar times de trabalho, ter visão do futuro, estar em contínuo aperfeiçoamento.

É preciso perceber e investir em programas de Treinamento & Desenvolvimento como um processo normal dentro do negócio, devendo existir uma visão do todo nos vários níveis de conhecimento.

O estabelecimento de objetivos claros e precisos é uma estratégia fundamental para que os treinamentos e as capacitações possam ser vistos como investimentos e com retorno garantido.

Aí sim, podemos medir resultados.

Esse profissional passará a atuar como fornecedor interno, desenvolvendo melhorias nos serviços oferecidos, identificando necessidades e propondo soluções criativas.

Assim, com a consolidação da estratégia, o setor de Recursos Humanos tem que atuar na visão estratégica com foco na inovação e na criatividade, definindo as competências essenciais e os programas internos de aprendizado dos conceitos e suas aplicações no âmbito do negócio, desenvolvendo o pensamento criativo, a abertura para as ações criativas e até mesmo implantando o chamado sistema “learning”.

A área de Recursos Humanos, junto com os gestores, tem uma grande parcela de responsabilidade que é gerenciar e desenvolver a criatividade como fator de competência, identificar necessidades futuras, estabelecer planos de ação e corrigir os “gap’s”.

A requalificação dos funcionários para atender todas as necessidades, aberturas às novas idéias, através de uma gestão criativa, quebra ou reformulação dos modelos mentais entre outras necessidades são o grande desafio.

Devemos entender a competência criativa, como capacidade de agregar valor ao negócio, através do patrimônio pessoal, estimulando tanto o desenvolvimento de toda a cadeia na companhia, através de geração de idéias, solução de problemas e foco em resultados.

Inovar é fincar o pé no futuro.
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