LIDERANÇA: A INFLUÊNCIA
POSITIVA NAS ORGANIZAÇÕES
Por Adilson Neves
Nos últimos tempos o tema Liderança tem sido um dos pontos mais discutidos nas organizações como componente indispensável na gestão. E eu concordo plenamente com essa preocupação porque entendo que a liderança tem que atuar com um foco bem acertado na motivação das pessoas, no alinhamento da estratégia do negócio com o mercado e na garantia da longevidade da organização.
E, neste aspecto, não estou aqui falando apenas de Governança Corporativa, mas de atitude e de compromisso, competência e seriedade, ética e responsabilidade e vários outros atributos que devem estar presentes na linha de ação dos líderes.
As velozes mudanças globais, com crise ou sem crise, têm demonstrado que a forma de fazer a gestão é fundamental para o sucesso e que, cada vez mais, a atuação da liderança está diretamente ligada ao desempenho da organização. A antiga figura do chefe está sendo substituída por líderes competentes na alta direção e nas gerências, de modo a fazer com que a estratégia aconteça.
A partir dessa rápida análise, tracei algumas competências que julgo necessárias para o exercício da liderança sem, é claro, querer dar a última palavra em um assunto tão complexo e estudado como esse.
Responsabilidades: Todo líder deve assumir responsabilidades. É impossível dissociar uma coisa da outra. Os resultados da organização dependem dessa disposição sejam positivos ou negativos. E o líder não deve temer assumir o controle e receber o bônus ou o ônus do seu trabalho.
Flexibilidade: Aqui está uma competência fundamental. Ser flexível é estar aberto a mudar, se preciso for, em busca dos melhores resultados. Nesta quadra cabe estar com os olhos abertos para o mercado e para o mundo globalizado sem ceticismos ou síndrome da Gabriela (daqui não saio daqui ninguém me tira). Em muitos casos, mudar o caminho, a forma, a metodologia significam o sucesso, sem perder a essência da cultura organizacional.
Reconhecimento: Os lideres precisam sempre estar reconhecendo o trabalho de suas equipes. Líderes precisam celebrar com o grupo e chorar quando necessário e em alguma derrota. A língua inglesa nos fornece uma palavra neste caso: feedback. Dar e estar disposto a receber.
Desenvolver: A cultura organizacional começa no líder. Ele precisa oferecer aos seus colaboradores a visão de futuro da sua organização, os seus valores e a sua missão. O ideal é que isso esteja no DNA de todos, em todos os quadrantes da organização. Preferencialmente que essa visão seja inspiradora, realista e atingível. Uma organização sem visão é como um departamento sem metas que passa a viver apenas de meras intenções. Isso não basta.
Senso de realidade: O líder precisa estar sempre desafiando a sua equipe, mas precisa cuidar para não perder o senso da realidade. Por isso, precisa estar munido dos números da organização e dos movimentos do mercado para estar sempre sintonizado e dar foco sem distorções para o seu time.
Conhecimento: Muitos lideres fracassam porque não conhecem o potencial e as competências do seu time. Se ainda não conhece o perfil dos seus colaboradores, crie situações para que isso aconteça: treinamentos, workshops, seminários e reuniões fora da empresa, em clima de sinergia. Quanto mais convivência, mais aumenta o nível do conhecimento do grupo.
Resultados: E não poderia, ao final, deixar de abordar essa competência. Afinal, é isso que garante a sobrevivência das organizações. O líder é capaz de influenciar positivamente nos resultados e não faltam exemplos dessa característica mundo afora. Não quero citar nomes, mas essa influência de condução de pessoas para o sucesso é uma extraordinária característica dos grandes líderes.