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Zona de conforto ou resultados?

Por Adilson Neves

Dizem que os japoneses ao iniciar um projeto, usam 90% do tempo planejando e 10% executando.

Que os ocidentais costumam usar 10% planejando e 90% agindo (e re-agindo).

Eu completo o pensamento dizendo que no Brasil as pessoas não pensam nem os 10%.

Já vão direto à ação e passam o tempo todo refazendo e corrigindo erros e mais erros...

Muito bem, hoje queremos falar um pouco de uma frase que está sempre presente no mundo corporativo: o bom é inimigo do ótimo.
Uma frase que nos leva a pensar em jogar fora o comodismo e a zona de conforto comum nas organizações.

Outro dia li um artigo na HSM que falava desse tem e acabei observando algumas pontuações que valem a pena observarmos.
O mercado e a sociedade costumam aceitar o “bom” em lugar do “ótimo”. 

Depois, com um empurrão aqui e um toque ali, passamos a aceitar o “regular” no lugar do “bom”, afinal ele também é inimigo do “ótimo” e, ao que parece, tem algum parentesco com o “bom”.

Por fim, afrouxados, “criativos” e algumas vezes ameaçados, acabamos por engolir o “péssimo”, que, cúmplice do “bom” e do “regular”, odeia e despreza o “ótimo” e topa qualquer parada.

Infelizmente, é bem fácil constatar a previsível vitória do tal “bom”, com sua frouxidão, sua complacência e sua inesgotável flexibilidade.

Nós aceitamos o péssimo político, cínico e inatingível, com suas péssimas práticas no Congresso Nacional, nas câmaras municipais, nos legislativos estaduais; aceitamos o péssimo atendimento dado pelos bancos, alguns setores públicos; aceitamos os péssimos taxistas que insistem em levar vantagens; aceitamos os péssimos prestadores de serviços; aceitamos aquelas filas imensas nos caixas de supermercados; aceitamos o preço salgado dos nossos combustíveis, mais caros que nossos países vizinhos Paraguai e Uruguai.

São tantas coisas que aceitamos, algumas porque evitamos brigar ou estamos acomodados por reclamarmos tanto e não obtermos resultados.

Enfim, é uma luta que nos leva a uma pergunta:
Estamos vivenciando a era da "melhoria contínua" ou da "pioria contínua"?

Há mais uma séria de jargões que completam esse pensamento, tal como "em time que está ganhando não se mexe"!

Mas enquanto não nos mexemos, outros estão fazendo de tudo para ser melhor que nós!

Já perdi a conta das vezes em que ouvi a frase:  "pare de ficar 'lambendo a cria', assim mesmo tá bom...".

E aí, depois de algum tempo, vê-se que o que era bom não era tão bom assim e que o tempo "perdido" 'lambendo a cria' mostrou-se o caminho correto.

Mas isso é coisa de brasileiro, acostumado a valorizar a ação imediata (imediatista?) ao planejamento e à qualidade.
Bom, tudo foram reflexões que me lembram uma máxima: Se uma coisa merece ser feita, deve ser bem feita.

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